domingo, 24 de agosto de 2008

Brasil no topo do pódio

O hino nacional brasileiro tocou mais uma vez hoje, mas não foi em Pequim, pois o vôlei masculino não jogou o que costuma jogar, irreconhecível, perdeu para os norte-americanos e deu adeus ao sonho da segunda medalha de ouro consecutiva.

O vitorioso do dia foi Felipe Massa, que colocou o Brasil no topo do pódio, após vencer o GP da Europa, que ocorreu pela primeira vez no novo circuito de rua de Valencia, na Espanha, ao som do hino nacional do Brasil e da Itália, para sua escuderia Ferrari.

O traumático abandono na Hungria ficou para trás, e Felipe Massa conseguiu dar a volta por cima com a vitória no GP da Europa de Fórmula 1, em um fim de semana perfeito. Com facilidade, o brasileiro largou na pole position, e em uma corrida perfeita, liderou de ponta a ponta, e assim conquistou sua quarta vitória na temporada e voltou com tudo para a disputa do mundial de pilotos, e assumiu novamente a segunda colocação, atrás de Lewis Hamilton, que chegou em segundo na prova.

O único problema de Massa na corrida foi o incidente com Adrian Sutil, da Force Índia, na saída da segundo pit stop, que ficou sobre investigação e rendeu uma multa de 10 mil euros para a Ferrari.

O azar da Ferrari nesta corrida ficou com Kimi Raikkonen, ansioso em seu segundo pit stop, o finlandês acabou saindo antes do novo sistema de luzes dar a autorização e arrastou o mecânico responsável pela mangueira de reabastecimento, e poucas voltas depois abandonou a prova quando o motor de sua Ferrari deixou-o na mão, da mesma forma que deixou Massa uma corrida antes.

Com esta vitória o brasileiro reduziu a vantagem de Hamilton para seis pontos. Massa tem 64 contra 70 do inglês. Raikkonen, após o abandono, continua com 57. A próxima corrida será o GP da Bélgica, disputado no fim de semana do dia 7 de setembro, no circuito de Spa-Francorchamps. (Foto: Reuters)

A classificação de Valência:

1. Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 57 voltas em 1h35min35s339
2. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 5s611
3. Robert Kubica (POL/BMW Sauber) – a 37s353
4. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) –a 39s703
5. Jarno Trulli (ITA/Toyota) – a 50s684
6. Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) – a 52s625
7. Timo Glock (ALE/Toyota) – a 1min07s990
8. Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) – a 1min11s457
9. Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) – a 1min22s177
10. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – a 1min29s794
11. Nelsinho Piquet (BRA/Renault) – a 1min32s717
12. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – a 1 volta
13. Jenson Button (ING/Honda) – a 1 volta
14. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Ferrari) – a 1 volta
15. Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) – a 1 volta
16. David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) – a 1 volta
17. Rubens Barrichello (BRA/Honda) – a 1 volta

sábado, 23 de agosto de 2008

Futebol de ouro

Ser medalha de ouro no futebol masculino é o sonho de todo brasileiro, porém já está virando pesadelo. Nossos queridos arqui-rivais argentinos depois de vencerem a Nigéria por 1 x 0, confirmaram o título, e para nos dar mais inveja pela segunda vez consecutiva.

Com a vitória na disputa pelo terceiro lugar contra a Bélgica, o Brasil subiu ao pódio para receber a medalha de bronze com um sorriso amarelado, que demonstrou bem a tristeza do adiamento do sonho, por no mínimo mais 4 anos. A medalha de ouro no futebol está se transformando em um carma imenso.

Já era ruim subir ao pódio para receber a medalha de bronze, mas o pior de tudo foi recebê-la ao som do hino nacional argentino, eternos rivais e carrascos nessa Olimpíada.

A capa do diário esportivo “Olé” para celebrar o título dos nossos hermanos no futebol masculino, alfinetou bem a seleção Brasileira:: “No Brasil não se consegue. Argentina ganha sua segunda medalha de ouro para inveja dos brasileiros, que estão virgens”. Uma provocação mais do que sadia, e merecida, pois a seleção dos argentinos honrou a camisa, teve vontade, lutou até o fim e por isso mereceu conquistar o ouro.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A mulher dourada

Com 7,04 metros, Maurren Maggi em seu primeiro salto não precisava fazer absolutamente mais nada, só teve que esperar suas adversárias serem eliminadas uma a uma para assegurar o ouro.

Foi uma competição fantástica, o único momento de tensão foi o último salto da prova, realizado pela russa Lebedeva, que parecia ter alcançado o incrível marca de Maggi, porém após alguns segundos de medo, saiu a confirmação oficial, e por um centímetro a russa não alcançou a brasileira, fez 7,03 metros, para a alegria do Brasil, para a alegria de Maurren ao dar a volta por cima depois de um problema com doping que a afastou da Olimpíada de Atenas.

Maurren Maggi entrou para a história com esta brilhante conquista da medalha de ouro, pois, foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha dourada em esportes individuais, foi a primeira mulher no atletismo a conquistar uma medalha de ouro e recolocou o atletismo brasileiro no pódio depois de 24 anos, o último a subir no lugar mais alto do pódio tinha sido Joaquim Cruz nos 800m.

A segunda medalha de ouro brasileira nas Olimpíadas de Pequim apareceu na hora certa, depois de muitos fracassos, e tomará que sirva de inspiração para o vôlei masculino e feminino, que estão na final olímpica, na maratona, no taekwondo e alguma outra modalidade que tenha algum brasileiro nesses momentos finais das Olimpíadas.

Para presentear o bom momento atravessado por Maurren Maggi , o Comitê Olímpico Brasileiro convidou a atleta para ser a porta-bandeira do país na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. (FABRICE COFFRINI/AFP)

Nada além da obrigação

A seleção brasileira de futebol masculino, ainda abalada após a derrota para a Argentina nas semifinais, acabou conquistando a medalha de bronze em um jogo sem muita importância com a Bélgica, por 3 x 0.

Com um time um pouco diferente do da derrota para a Argentina, com Ramires, no lugar de Lucas suspenso, e de Jô, no lugar de Rafael Sobis, o Brasil cadenciou o jogo e não deu muitas chances para o time belga. Diego, aos 27’, e Jô, aos 45’, marcaram os gol do primeiro tempo.

Na etapa complementar o Brasil pouco fez, e chegou ao terceiro gol apenas aos 47’, mais uma vez, com o atacante Jô, em uma bela arrancada do meio campo.

Com o bronze, o Brasil conquistou sua quarta medalha no futebol masculino. Em 1984 e 1988, a seleção brasileira perdeu a final e ficou com a prata. Em 1996, o time conseguiu o bronze também, após a derrota traumática frente a Nigéria nas semifinais, e a vitória de 4 x 1 em cima de Portugal.

A decisão do futebol entre Argentina e Nigéria será no sábado, à 1h, primeira partida de futebol das Olimpíadas no estádio Ninho do Pássaro. Uma reedição da final de 1996, onde os camaroneses se deram melhor. Porém, os hermanos são os atuais campeões olímpicos na modalidade e buscam o bicampeonato.

A entrega das medalhas será somente depois da decisão. Diferentemente de 1996, quando o Brasil subiu ao pódio sozinho para receber o bronze, logo depois do final da partida de disputa de terceiro lugar.

A era Dunga pode estar chegando ao fim, pois mesmo sendo criticado muito antes do inicio das Olimpíadas, o técnico teria em Pequim a chance de ganhar confiança a frente da seleção, no entanto, com apenas a medalha de bronze, o treinador pode dar adeus assim que chegar ao Brasil. (Foto: AFP e Reuters)

O Brasil que tirou o ouro do Brasil

No vôlei de praia o Brasil sempre apresenta duplas fortíssimas, que chegam com muita força para lutar por medalhas. No vôlei de praia feminino, as duplas brasileiras não deram sorte e tiveram ao seu caminho as norte-americanas praticamente imbatíveis Walsh e May, que conquistaram o ouro com grande facilidade sem perder um set sequer.

Já no masculino, as duplas brasileiras faziam uma boa Olimpíada, até se encontrarem nas semifinais. Os campeões olímpicos de Atenas e favoritos a conquista do bicampeonato em Pequim, Emanuel e Ricardo, não estavam em um dia bom, foram irreconhecíveis em quadra e acabaram sendo derrotados por 2 sets a 0, para Marcio e Fabio Luiz, que não convenciam muito.

Com muita sede de vitória, Emanuel e Ricardo, voltaram a jogar bem na disputa pelo terceiro lugar e venceram fácil, sem dar nenhuma chance, a dupla de brasileiros naturalizados georgianos, Renatão e Jorge, por 2 sets a 0, conquistando o bronze com muita alegria.

Para Marcio e Fabio Luiz pesou a falta de experiência em Olimpíadas, e os dois acabaram sentindo a grandeza de uma final olímpica, e assim não fizeram uma boa atuação. No primeiro set abriram uma vantagem de 6 pontos, porém, permitiram a reação dos norte-americanos, Rogers e Dalhausser, e tomaram a virada com a parcial de 23 a 21.


No segundo set, os brasileiros conseguiram se impor e conseguiram o empate, vencendo por 21 a 17. No tie-break os americanos foram impecáveis, com um saque forte e um paredão constituído por Dalhaousser, passaou um enorme nervosismo para o lado verde-amarelo.Dalhaousser fechou a rede, fez cinco bloqueios seguidos e o ponto de ouro não poderia ser diferente do que um novo bloqueio do gigante americano, fechando o tié-break pelo placar incomum de 15 a 4.

Sem desmerecer a brilhante prata de Fabio Luiz e Márcio, o ouro acabou sendo decidido nas semifinais, pois Emanuel e Ricardo estavam muito mais preparados psicologicamente para uma final olímpica, por conta de um dia ruim acabaram sendo eliminados, e tiveram tempo de se recuperar ainda, e conquistar o bronze. (Fotos: Reuters)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O dia de prata

Um dia feliz, mas nem tanto assim, para o Brasil nas Olimpíadas de Pequim, a primeira e a segunda medalha de prata vieram, uma com muita alegria e superação no Iatismo, e a outra com um pouco de alegria, mas também, de decepção no futebol feminino.

Robert Scheidt e Bruno Prada, depois de 7 regatas com desempenhos pífios, tramaram uma brilhante recuperação para conquistar uma medalha olímpica e conseguiram o objetivo. Nas regatas número 8, 9 e 10, os brasileiros chegaram na terceira colocação, e por este bom empenho chegaram a prova final,“Medal Race”, com chances remotas de lutar pelo ouro.

Na ”Medal Race” tiveram um ótimo desempenho e conseguiram chegar em terceiro, porém Percy e Simpson, da Grã-Bretanha, conseguiram assegurar o ouro. No mínimo, Sheidt e Prada, já tinham conquistado o bronze antes do encerramento da prova, dependendo que Loof e Ekstrom, da Suécia, chegassem em último lugar para garantir a prata.

O barco da Suécia cruzou a linha de chegada praticamente ao mesmo tempo das embarcações da Itália e da França, e a organização da prova colocou os suecos na última colocação. Então, os suecos, donos do bronze até o momento, contestaram o resultado e numa confusão os juízes os colocaram em nono, tirando assim a prata dos brasileiros.

Porém, depois de um tempo de expectativa, a organização da prova divulgou o resultado oficial da prova e confirmou os suecos na décima colocação, a última. Dessa maneira, a medalha de prata voltou para o peito de Roberto Scheidt e Bruno Prada.

A presença da dupla verde-amarela no pódio torna novamente ao Iatismo como o maior esporte brasileiro em Olimpíadas, com 16 conquistas. Robert Sheidt, se tornou o segundo maior medalhista olímpico, com 4 medalhas, duas de ouro e duas de prata, sendo superado apenas por Torben Grael com 5 no total, duas de ouro, uma de prata e duas de bronze.

A outra prata do Brasil veio com as meninas do futebol, depois de dominarem praticamente a partida inteira, as brasileiras acabaram sendo punidas com um gol dos EUA, no início do primeiro da prorrogação, que deu as norte-americanas o tricampeonato olímpico na modalidade.

A decepção estava estampada na cara de cada atleta, e de cada brasileiro. As meninas do futebol suaram a camisa, lutaram a cada momento, se dedicaram, fizeram o possível (muito diferente de algumas “estrelas” do futebol masculino), no entanto, não conseguiram o êxito e ficaram pela segunda vez consecutiva com a medalha de prata nas olimpíadas, que também conquistaram em Atenas, depois de uma derrota, também na prorrogação, por 2 x 1 para as americanas. (Fotos:AP)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A repercussão do vexame

A derrota do Brasil para a Argentina foi destaque em diversos jornais do mundo todo. Nos jornais europeus o principal tema abordado foi a vitória pessoal de Messi frente a Ronaldinho Gaúcho, que jogavam juntos no Barcelona até o final desta temporada. Tratam também do péssimo futebol apresentado pela seleção brasileira, da boa atuação do atacante do Atlético de Madrid e genro de Maradona, Agüero e exaltam Messi.

Na Argentina, o “Olé”, maior jornal esportivo do pais, trata da boa atuação de sua seleção, tratando seus jogadores como os “bebês” que brilham em Pequim rumo ao bicampeonato olímpico, fazendo referência a comemoração dos gols de Agüero, que mostrou que sua namorada Gianina, filha mais nova de Maradona, está grávida.

O jornal ainda comparou a comemoração de Agüero, a de Bebeto contra a Holanda, na Copa do Mundo de 1994. Para provocar os brasileiros, o diário argentino cita que a comemoração de Agüero serviu para avisar que um descendente de Maradona está a caminho, e por isso, no Brasil, já estão rezando para a criança não se dedicar ao futebol.

O jornal Clarín, em um tom mais sério, exalta o bom futebol apresentado pelos argentinos, como a partida sendo a maior atuação até agora da Argentina nas Olimpíadas, e a revanche na madrugada de sábado contra a Nigéria.

Nos jornais do Brasil, as críticas sobre a seleção vieram de todos os lugares. Dunga foi pego como bode expiatório, a maioria dos jornais dedicou o fracasso da seleção nas Olimpíadas por conta do técnico, que dificilmente durará muito tempo a frente da seleção, sua saída deve estar próxima.










As melhores manchetes foram: “Beijing, Beijing, Tchau, Tchau” do O Dia; “Humilhação olímpica” do Zero Hora; “Técnico lata velha disputa só o bronze” do Extra; no Lance Diego Maradona na capa de trás com a declaração: “Fazia tempo que não via um Brasil tão pequeno”; “Adiós, Dunga” no Estado de Minas; e “Genro de Maradona afunda o Brasil” da Folha de São Paulo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Quem sabe daqui há 4 anos

Sem técnico. Sem vontade. Sem motivação. Sem garra. Sem alegria. Sem futebol. Sem ambição. Sem controle. Sem tática. Sem ataque. Sem meio-campo. Sem ritmo. Sem firmeza. Sem determinação. Sem intenção. Sem cobiça. Sem empenho. Sem ouro.

Mais uma vez, a medalha de ouro olímpico no futebol masculino não virá para o Brasil. Depois de uma péssima atuação contra os argentinos, o Brasil vai ter que se contentar na disputa pela medalha de bronze, e o pior de tudo é ver a final sendo disputada pela carrasca desde ano, a Argentina e o carrasco de Atlanta, 1996, a Nigéria.

Os argentinos tem todo o mérito, jogaram com confiança, um jogo limpo, não teve nem mesmo a famosa catimba argentina, o que faltou foi o Brasil entrar em campo com vontade de buscar esse título inédito, uma decepção que parece não ter fim, as Olimpíadas parecem ser o carma do futebol brasileiro.

Ganhamos nos últimos tempos, duas Copa América e uma Copa das Confederações em cima do hermanos, porém, esta medalha de ouro olímpica, que é o sonho e único título que falta ao futebol brasileiro, pode ir pela segunda vez para a Argentina.

A pesar de tudo, ainda podemos ter nesta Olimpíada, a alegria de conquistar o ouro no futebol com as meninas do Brasil, que mesmo sem ter metade do marketing que envolve o futebol masculino, estão honrando a camisa verde e amarela de verdade, da forma que os homens precisariam estar honrando. (Foto:AP)

Vale ressaltar, o respeito dos argentinos com o futebol brasileiro. Mascherano em entrevista a Band, elogiou o futebol do Brasil, disse que as duas seleções jogam muito parecidas e falou ainda da derrota da Argentina na final da Copa América, sempre com muito respeito.

O site do diário Olé, não alfineta o Brasil de forma alguma, trata mais da revanche contra a Nigéria, reedição da final olímpica de Atlanta,1996 e da defesa do título olímpico conquistado na última edição em Atenas,2004.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Quem são elas?

Uma medalha de bronze inesperada apareceu, e de quebra uma medalha inédita para o Brasil, façanha feita pelas desconhecidas e sem nenhum favoritismo, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, no Iatismo classe 470, primeira medalha conquistada por uma categoria feminina na vela brasileira.

As regatas dificilmente foram acompanhadas por alguém, mas foi de grande importância para a vela brasileira, pois recolocou o Iatismo como a modalidade que mais conquistou pódios para o Brasil em Olimpíadas, juntamente com o judô que conquistou 3 medalhas de bronze em Pequim, cada um com 15 no total.

Fernanda é a timoneira e Isabel a proeira, e para conquistar a medalha elas tiveram um difícil caminho. Nas primeiras cinco regatas as brasileiras não conseguiram chegar nem entre as 10 primeiras, porém, depois das sexta regata elas começaram a se destacar, onde alcançaram a nona colocação geral.

A partir daí, a dupla conquistou um 5º lugar na sétima regata, em 4º na oitava e nona regata e a 3ª colocação na décima. Na última regata, a Medal Race, as brasileiras conseguiram vencer a regata e fizeram pontuação suficiente para a conquista do terceiro lugar geral.

A medalha de ouro ficou com a dupla australiana, Elise Rechichi e Tessa Parkinson, e a prata com as holandesas, Marcelien de Koning e Lobke Berkhout.

As competições da vela ainda continuam e a modalidade tem a chance de recuperar seu posto de esporte que mais conquistou de medalhas para o Brasil em Olimpíadas. As principais esperanças são Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star, e Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X. (Foto:EFE)

sábado, 16 de agosto de 2008

Depois da vingança vem o clássico

A revanche contra os camaroneses foi concretizada, porém, foi à custa de cabeça no lugar e muito suor, em um jogo violento demais, onde os africanos batiam até na alma, sem dó alguma.

Depois de um empate por 0 x 0 no tempo regulamentar, a cena das quartas de finais da Olimpíada de Sidney passou pela cabeça, era tudo muito parecido, prorrogação após um jogo muito violento, Camarões com jogador a menos, só o gol de ouro deixou de existir.

No entanto, desta vez foi diferente de 8 anos atrás, e o Brasil conseguiu balançar duas vezes as redes camaronesas na prorrogação, com gols de Rafael Sobis e Marcelo, e garantiu assim a vaga para as semifinais das Olimpíadas, onde enfrentará os “hermanos” argentinos que bateram a Holanda também na prorrogação por 2 x 1.

O retrospecto recente do Brasil frente aos argentinos nas ultimas disputas é favorável , com vitórias nas decisões da Copa América de 2004 e 2007, além da Copa das Confederações de 2005. Todavia, em Olimpíadas os arqui-rivais jogaram apenas uma vez, nas quartas de finais dos Jogos de Seul, 1988, com o time comandado por Romário e Bebeto, o Brasil se deu melhor e venceu por 1 x 0, com gol de Geovani.

O confronto entre Brasil x Argentina ocorrerá na terça-feira, dia 19, e promete ser uma partida emocionante, o Brasil rumo a inédita medalha de ouro Olímpica e os argentinos tentando manter o título e acabar com a série de derrotas que a Argentina tem sofrido ultimamente para os brasileiros. (Foto:Reuters)