quinta-feira, 10 de julho de 2008

Brasil rumo ao tri no FIFA Beach Soccer World Cup Marseille 2008

A Copa do Mundo FIFA de Futebol de Areia de 2008 será realizada pela primeira vez longe das areias brasileiras. O 14º campeonato mundial de Beach Soccer, 4º organizado pela FIFA, acontecerá na França, entre os dias 17 e 27 de julho, na praia de Notre Dame de La Garde, em Marselha.

Diga-se de passagem, a França foi a primeira seleção campeã do mundo em torneio organizado pela FIFA, no ano de 2005. Os dois últimos títulos, 2006 e 2007, ficaram com o Brasil, que certamente é um dos grandes favoritos a conquistar a competição.

O Brasil é o cabeça de chave do Grupo D, composto pela forte equipe da Espanha, México e Japão. Os grupos estão formados desta maneira:


Grupo A
França, Senegal, Uruguai e Irão
Grupo B
Portugal, El Salvador, Itália e Ilhas Salomão
Grupo C
Emirados Árabes Unidos, Camarões, Rússia e Argentina
Grupo D
Brasil, Espanha, México e Japão

Os doze jogadores convocados pelo treinador Alexandre Soares para representar a seleção brasileira em Marselha foram:

Goleiros
Mão e Wagner
Defensores
Buru, Júnior Negão, Daniel Nogueira, Camilo e Bueno.
Atacantes
Benjamin, Sidney, Bruno Malias, André e Betinho.

Marcos Garcia

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Convocada a seleção olímpica que vai tentar o ouro inédito em Pequím

Dunga convocou, a pouco, os 18 jogadores brasileiros que representarão o futebol masculino nas Olimpíadas de Pequím na China, que começa em agosto. Destaques para a convocação de Ronaldinho Gaúcho e Robinho.

Confira a lista:

Goleiros: Diego Alves (Almería/ESP) e Renan (Internacional)

Laterais: Ilsinho (Shakhtar Donetsk/UCR) e Rafinha (Schalke 04/ALE) e Marcelo (Real Madrid/ESP)

Zagueiros: Alex Silva ( São Paulo), Breno (Bayern de Munique/ALE) e Thiago Silva (Fluminense).

Meio-campistas: Anderson (Manchester United/ING), Diego (Werder Bremen/ALE), Hernanes (São Paulo), Lucas (Liverpool/ING), Ronaldinho Gaúcho (Barcelona/ESP) e Thiago Neves (Fluminense).

Atacantes: Alexandre Pato (Milan/ITA), Jô (Manchester City/ING), Rafael Sóbis (Bétis/ESP) e Robinho (Real Madrid/ESP).

Ficaram de fora:

Goleiros: Cássio (Benfica/POR), Felipe (Santos)

Zagueiros: Henrique (Barcelona), Léo (Grêmio), Rodolpho (Atlético-PR), Leandro Almeida (Atlético-MG).

Laterais: Leonardo (Olympiakos/GRE), Filipe (Deportivo/ESP), Nei (Atlético-PR), Valmir (Vasco), Apodi (Santos).

Meio-campistas: Ramires e Charles (Cruzeiro), Arouca (Fluminense), Toró e Renato Augusto (Flamengo), Diego Souza (Palmeiras), Pedro Ken (Coritiba), Wagner (Cruzeiro).

Atacantes: Guilherme (Cruzeiro), Keirrison (Coritiba), Diogo (Portuguesa), Túlio de Melo (Le Mans/FRA).


Caio Matta Dias

domingo, 6 de julho de 2008

Na nona rodada, vitória do mengão e revés de adversarios pela ponta, faz rubro-negro carioca disparar na liderança.

A nona rodada termina com o Flamengo cada vez mais líder. O rubro-negro carioca fez a lição de casa vencendo o Náutico por 3 a 0, e ainda assistiu seus rivais direto na ponta superior da tabela sofrerem com as condições adversas. O mengão venceu tranquilamente sua partida, com atuação de gala de seus laterais, Juan, melhor jogador em campo segundo o técnico Caio Junior, e Leo Moura, autor de um golaço, o Flamengo aproveitou a velocidade de seus jogadores para explorar jogadas pelas laterais, e com mais dois gols, de Marcinho e Kléberson, sacramentou a vitória e se isolou na liderança, com 22 pontos e jogou o Náutico para a sexta posição com 14 pontos.
Cruzeiro e grêmio, principais concorrentes do Flamengo até então, sofrerão do mesmo mal. Jogando fora de casa contra times que buscavam a reabilitação, Sport e Botafogo respectivamente, não desenvolveram um bom futebol e perderam suas partidas. O time mineiro teve um jogo extremamente difícil na Ilha do Retiro, e com o campo em péssima condição e um gol contra do lateral, Marquinhos Paraná, o Cruzeiro acabou sofrendo um revés de um tento a zero. O time de recife subiu para a décima quarta posição com 11 pontos e o Cruzeiro para a segunda com 17. O Grêmio, por sua vez, encontrou muita dificuldade para armar suas jogadas, pela falta de seu principal articulador Roger, vendido. E sem criatividade, não conseguiu segurar a equipe rubro-negra carioca e acabou derrotada por 2 a 0. A equipe gaucha caiu para a terceira posição com 17 pontos e a carioca subiu para décima terceira com 11.
Palmeiras e São Paulo, também não conseguiram conquistar os 3 pontos na rodada. As equipes paulistas empataram seus jogos, com Atlético Mineiro e Ipatinga respectivamente, porém resultados que causaram impressões opostas. O verdão da capital paulista, comemorou o empate contra o galo, pois jogou com 6 desfalques e reforços recente como a dupla de zaga, jogando sem treinar juntos. Em uma bela cobrança de falta de Diego Souza o verdão arrancou um golzinho no final do segundo tempo, e voltou satisfeito de Minas. O Palmeiras está na quinta colocação com 17 pontos e o Galo na décima quinta com 11. Já o tricolor teve um jogo ridículo em pleno Morumbi, e quase foi derrotado pelo vice- lanterna Ipatinga. Rogério Ceni foi o salvador da pátria, e o goleiro, assim como toda comissão técnica, saíram muito insatisfeitos com a equipe. O Ipatinga segue na vice lanterna com 6 pontos e o São Paulo está na sétima com 14.
O vitória conquistou uma excelente vitória de 2 a 1 diante da Portuguesa em pleno Canindé. E com 17 pontos entrou no G4, assumindo a quarta posição. A lusa caiu para a nona posição com 12 pontos. Muita velocidade, e jogadas sendo iniciadas e criadas pelas laterais foram o que marcaram o confronto, O vitória começa a incomodar os grandes nesse brasileirão. Já outro rubro negro, o do Paraná, venceu o desestruturado Santos em casa com um gol de Alan Bahia, por 1 a 0, e chegou aos 12 pontos assegurando a oitava posição. E o peixe, novamente com uma exibição fraca, está na décima oitava posição com apenas 6 pontos.
Dois confrontos intermediários fizeram os vencedores subirem 3 posições na tabela. Figueirense e Internacional, venceram em casa Vasco e Coritiba respectivamente, e estão na frente numa possível briga pela vaga na copa Sul-Americana. Dois jogadores que são os principais articuladores de suas equipes foram os heróis da partida. Para a equipe Catarinense, Cleiton Xavier com 2 gols garantiu a virada e assegurou os 3 pontos que colocaram o Tigre na décima posição com 12 pontos, enquanto o derrotado Vasco com 11 pontos caiu para a décima segunda. E em Porto Alegre, o nome do jogo foi Alex, que marcou os 3 gols da vitória diante do coxa por 3 a 0. O inter chega aos 11 pontos e a décima primeira posição, enquanto o Coritiba cai para a décima sexta posição com 10 pontos.
O jogo que fechou a rodada foi de dois times que estão na zona de rebaixamento. E o Goiás acabou que venceu a partida em casa contra o aventureiro Fluminense, que tem se complicado cada vez mais no campeonato. Com um gol de Iarley, o alviverde venceu por 1 a 0, e sobe para a décima sétima posição com 8 pontos ganhos. Já o Fluminense se mantém cada vez mais lanterna, com apenas 3 pontos ganhos. A lobby para a conquista da libertadores parece não ter dado muito certo.

Corrida maluca

O GP de Silverstone foi uma corrida que aconteceu de tudo um pouco. Muitas rodadas, muitas ultrapassagens e diversas surpresas. A Ferrari continua aprontando das suas, mais uma vez errou na estratégia e comprometeu a corrida de seus pilotos.

Felipe Massa rodou inúmeras vezes e depois da bobagem da Ferrari em continuar com os pneus usados, no primeiro pit stop, correu apenas para completar a prova, sem nenhuma competitividade. E tirou o pódio, quase certo, de Kimi Raikkonem, que em uma corrida de recuperação conseguiu um ótimo quarto lugar, deixando-o com os mesmos 48 pontos de Hamilton e Massa, na liderança do mundial.

Com o apoio da torcida inglesa, Lewis Hamilton, em uma corrida perfeita, liderou praticamente de ponta a ponta, afastando as criticas impostas a ele depois do vacilo no treino oficial e dos problemas enfrentados nas ultimas corridas, e pelos critérios de desempate é o novo líder do mundial de pilotos. A segunda colocação ficou com Nick Heidfeld, da BMW Sauber, que se segurou bem na pista molhada.

Porém o destaque da corrida ficou com o Rubinho, mesmo com a sua Honda, conseguiu ser o carro mais rápido da pista em grande parte da prova, mostrando toda a sua categoria na chuva, fez a escolha certa nos pneus e conseguiu a terceira colocação. Um pódio heróico, muito comemorado pela equipe, que certamente valeu como se fosse uma vitória.


Classificação finas do GP da Inglaterra:

1º- Lewis Hamilton (ING/McLaren)
2º- Nick Heidfeld (ALE/BMW) - a 1min08s500
3º- Rubens Barrichello (BRA/Honda) - a 1min22s200
4º- Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - a uma volta
5º- Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - a uma volta
6º- Fernando Alonso (ESP/Renault) - a uma volta
7º- Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - a uma volta
8º- Jarno Trulli (ITA/Toyota) - a uma volta
9º- Nico Rosberg (ALE/Williams) - a uma volta
10º- Mark Webber (AUS/Red Bull) - a uma volta
11º- Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso) - a uma volta
12º- Timo Glock (ALE/Toyota) - a uma volta
13º- Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a duas voltas
Marcos Garcia

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Thiago Neves deu Show, mas quem virou herói foi o goleirão catimbeiro Cevallos


Fluminense x LDU

Jogo de fortes emoções, o Fluminense precisava se recuperar da altitude de Quito, onde perdeu de 4 x 2, e fazer de tudo no jogo mais importante da sua história. Precisava de dois gols de diferença para levar a partida para a prorrogação e de três gols para ser campeão direto.

O Fluminense partiu com tudo para cima da LDU, indo para o ataque de forma intensa. Porém, em um contra ataque, Guerrón pega a bola pela direita, faz grande jogada, cruza rasteiro para o meio da área, e Bolaños livre abre o placar da partida, no primeiro chute no gol da LDU, aos 5’, deixando os tricolores com muita tensão.

A torcida do Fluminense, mesmo com o baque do gol, começou a gritar e a incentivar a equipe com o canto “eu acredito”. O calor da torcida parece ter acordado o Fluzão, e Thiago Neves, aos 11’, conduziu a bola para a entrada da área da LDU, e de canhota chutou a bola, colocando no cantinho, sem chances para o goleiro Cevallos. A torcida estremeceu o Maracá, cantando cada vez mais.

O tricolor não parava de pressionar, e em um lance de esperteza marcou seu segundo gol. Cícero recebeu a bola livre, em cobrança inteligente de lateral, dominou a bola, e cruzou para a área, Thiago Neves ganha na corrida do marcador, e balançou as redes, marcando seu segundo gol na partida, incendiando o jogo. O Fluminense tentou de varias maneiras chegar ao gol, mas não teve êxito e o placar do primeiro tempo terminou em 2 x 1 pro Flu.


No recomeço da partida, o tricolor carioca, continuou todo para frente. Em noite iluminada, outra vez ele, Thiago Neves, aos 11’, marcou o terceiro do Fluminense e o terceiro dele na partida, em cobrança de falta perfeita. O estádio quase veio abaixo, e com esse resultado a partida caminhava para a prorrogação.

A partir daí a partida deu uma acalmada, a LDU começou a equilibrar a partida, e ambas as equipes tiveram chances de marcar. A cada minuto que passava, a angustia aumentava mais e mais. Ninguém conseguiu marcar, e a partida terminou no tempo regulamentar em 3 x 1. Com a diferença de dois gol o jogo final foi para a prorrogação.

As equipes estavam muito cansadas, mas mesmo assim, fizeram uma prorrogação emocionante tendo diversas chances. O juiz anulou no segundo tempo da prorrogação um gol legitimo da LDU, vendo impedimento onde não existia. E no finalzinho, Guerrón, arruma uma jogada do nada, parte com a bola do campo de defesa, coloca na frente, e só e parado por Luiz Henrique na entrada da área, que é expulso sem reclamação, cartão vermelho que pode ter substituído pelo gol. E a partida foi para os pênaltis.

Nos pênaltis, o goleiro Cevallos fez a diferença, defendeu simplesmente as cobranças de Darío Conca, Thiago Neves e para garantir o titulo pegou o pênalti de Washigton, 3 x 1 LDU nos pênaltis, Campeão da Copa Libertadores da América, um titulo inédito para a LDU e na história do Equador, desacreditando a torcida do Fluminense.
Marcos Garcia
As imagens desta matéria foram encontradas do google imagens ou de sites esportivos (www.gazetaesportiva.net; www.globoesporte.com; www.lance.com). O vídeo foi encontrado e está disponível no Youtube.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

E agora, quem é que anda amarelando?

Desacreditada, a Espanha chegou a Eurocopa, com o técnico Luiz Aragonés balançando no seu cargo. Mas com um grande futebol, acabou vencendo todos os obstáculos e reconquistou a Europa depois de 44 anos.

A Fúria apresentou um bom futebol durante toda a competição e foi crescendo cada vez mais. Mesmo com a opção de deixar Fábregas no banco, a Espanha mostrou-se bem ofensiva, com Villa em grande forma, Fernando Torres longe do melhor desempenho, porém decisivo na hora certa e um meio-campo muito rápido e criativo com David Silva sendo de uma importância fora de sério na armação das jogadas pela esquerda. Marcos Senna desempenhou o papel de marcador com alguma habilidade, Xavi e Iniesta, fizeram uma parceria, que com muita firmeza, faziam a transição entre defesa e ataque. Com essa firmeza e regularidade, Xavi Hernández, foi eleito o melhor jogador da Eurocopa.

Não podemos esquecer do setor defensivo, comandado pelo veterano Puyol, que não deixou a desejar, trazendo confiança para o resto da equipe. E é claro, o capitão Casillas, que foi sensacional nos momentos em que o time mais precisou dele, com muita segurança, foi um dos destaques da competição.

A Espanha, sempre contou com grandes times, com bons valores individuais, mas trazia consigo, um medo de vencer seus próprios estigmas e estereótipos, que com o tempo acabou atribuindo a seleção espanhola o rótulo de “pipoqueira” e de “amarelar”.

Nenhuma equipe apresentou algum jogador fora do normal, entretanto, a Espanha, com seu time jovem e de grandes promessas, apresentou um futebol bonito de se ver, um conjunto muito bem montado, cada um desempenhando a sua função tática da melhor maneira possível, e com isso, foi premiada com o título europeu. Assim, a seleção da Espanha mandou para bem longe seus rótulos e é vista agora como uma seleção de futuro, que conta com uma ótima geração.


Marcos Garcia

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Furiosos - Espanha volta a dar show e está na final

A Espanha normalmente é tratada como uma das seleções favoritas em qualquer título que esteja disputando. Entretanto, por ser tratada como favorita e acabar decepcionando, acabou sendo menosprezada pela opinião popular e da mídia. Principalmente após a Copa do Mundo de 2006, quando a "a Fúria" apresentou o melhor futebol da primeira fase e acabou eliminada pela França logo nas oitavas-de-final.

Disposta a mudar a fama de amarelar, a Espanha novamente foi uma das melhores equipes da primeira fase da Euro. Nas quartas-de-final, derrotou a poderosa e tradicional Itália. Hoje, na semi, enfrentou a Rússia e voltou a apresentar um futebol vistoso, se classificando com uma vitória por 3 a 0 e garantindo vaga na decisão contra a Alemanha, que ontem passou pela Turquia.

O primeiro tempo foi fraco, mas ainda assim o domínio era espanhol. A Rússia pouco assustava o gol do excelente Casillas. Já a Espanha chegava mais, mas não com tanto perigo.

Ainda no primeiro tempo os espanhóis sofreram uma baixa que acabou assustando toda a torcida. David Villa, a estrela do time e artilheiro da Espanha na competição, acabou se contundindo e foi obrigado a ser substituído. Em seu lugar, entrou Cesc Fábregas, meia do Arsenal, que viria a ser um dos destaques do confronto.

O segundo tempo começou e logo no início a Fúria mostrou seu poder. Em uma jogada toda tramada por jogadores do Barcelona, a equipe chegou ao gol logo aos cinco minutos da etapa final. Iniesta fez boa jogada pela esquerda, passou pela defesa e chutou cruzado - todo torto, é verdade. No caminho, Xavi apareceu para desviar e jogar para as redes.

Aos 23 minutos do segundo tempo foi a vez de Fernando Torres ser substituído, mas por opção do treinador Luis Aragonés. Ele deu lugar a Daniel Güiza, artilheiro do último Campeonato Espanhol. Cinco minutos depois, David Silva encontrou Fábregas, que com um toque de primeira, por cima da defesa, deixou Güiza na cara do goleiro. O artilheiro não desperdiçou e marcou o segundo gol espanhol, praticamente aniquiliando as chances russas.

Ainda houve tempo para mais um. Aos 37, Fábregas voltou a aparecer e deixou David Silva de frente para o gol. O meia do Valencia apenas deslocou o goleiro, fazendo o terceiro e dando números finais ao placar.

A Espanha, que venceu todos os jogos na primeira fase apresentando um excelente futebol, derrotou a tradicional Itália nas quartas e voltou a golear a Rússia na semi (na primeira fase venceram os russos por 4 a 1), chega à final para enfrentar a também tradicional Alemanha.

Agora sem amarelar, como os críticos adoram dizer (e eu não concordo). Dessa vez a Espanha está, realmente, furiosa.

Vinícius Giannini

Veja os gols da partida:

As imagens desta matéria foram encontradas do google imagens ou de sites esportivos (www.gazetaesportiva.net; www.globoesporte.com; www.lance.com). O vídeo foi encontrado e está disponível no Youtube.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Fluminense faz péssimo primeiro tempo, sofre com altitude, é goleado e vai com tudo para o jogo da vida no Maracanã

LDU x Fluminense

Certamente, um dos jogos mais importantes da história do Fluminense. O Fluzão encarou a Liga Desportiva Universitária (LDU), no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, na partida de ida da final da Copa Libertadores da América.

O Fluminense fez a melhor campanha da fase de grupos e com isso adquiriu a vantagem de sempre decidir em casa as partidas, aonde sempre consegue bons resultados. Nesta Libertadores, superou dois times de muita tradição no torneio sul-americano, São Paulo e Boca Juniors, conseguindo reverter resultados contrários, empregando muito bem o fator casa para tais façanhas.

Do outro lado, a equipe da LDU, que é a base da seleção equatoriana, e sabe tirar vantagem da altitude de 2.800 metros da cidade de Quito. Podemos ressaltar ainda, que os times brasileiros que enfrentaram o time equatoriano, em Quito, nos últimos anos tiveram grandes dificuldades. Entretanto, ao contrário do time brasileiro, a LDU não tem obtido seus melhores resultados em casa, com empates nos últimos dois jogos da competição.

Logo no início da partida, a LDU partiu para cima, e com menos de 2’ o atacante Bieler antecipou a Thiago Silva de carrinho, e abriu o marcador em um cruzamento vindo da direita.

Thiago Neves sofre falta, aos 10’, Darío Conco cobra, e coloca a bola no ângulo, empatando a partida para o Fluminense.

Aos 28’, uma cobrança de falta para a LDU, a bola bateu na barreira, sobrou para Bieler que soltou a bomba e Fernando Henrique fez grande defesa, mas deu rebote e Guerrón, o craque do time, emendou de primeira, desempatando a partida. 2 x 1 LDU.

Cobrança de escanteio pela direita, aos 33’, Bolanõs alça a bola , Campos sobe na entrada da pequena área, sobe e devia a bola para trás de cabeça e aumenta o placar para a LDU, 3 x 1.

Em nova cobrança de escanteio, só que agora pela esquerda, Manso coloca a bola no primeiro pau, o atacante Washington do tricolor carioca tenta afastar, mas acaba desviando a bola para trás, e sozinho Patrício Urrutia, de cabeça alarga o marcador, aos 45’,. 4 x 1 LDU. O primeiro tempo acaba de forma incrível, a LDU conquistou uma grande vantagem, a altitude de Quito, parece estar afetando os jogadores do Fluminense.

Na segunda etapa, aos 6’, Gabriel faz um cruzamento pela direita, e Thiago Neves toca de cabeça, e faz o segundo gol tricolor, diminuindo a diferença, e incendiando a partida. Todavia, a reação acabou por aí, ambos, tiveram algumas chances sem alcançar o êxito e o cansaço da altitude apareceu. Final de jogo LDU 4 x 2 Fluminense.

O Fluminense precisa vencer em casa por uma vantagem de 3 gols para ficar com o título, e de 2 gols para levar o jogo para a prorrogação.A partida de volta será realizada no estádio do Maracanã, na próxima quarta feira, dia 2 de julho, repleto de tricolores, que esgotaram os ingressos para a decisão em poucas horas, eufóricos para a conquista da inédita Copa Libertadores da América.

Marcos Garcia



Fotos Agência Photocâmera e Agência EFE

Em um jogo com muita emoção, mais uma vez quem prevalece é a tradição

Alemanha x Turquia


Uma tarde incomum na Basiléia, Suíça. O estádio St. Jacob-Park está decorado de vermelho e branco. Mas não é por que a seleção suíça irá jogar, mas sim, alemães e turcos, que deixam de lado suas diferenças na história, para decidir em 90 minutos quem é melhor no planeta bola. A seleção vitoriosa terá o direito de disputar a decisão da Eurocopa 2008 contra o vencedor do jogo de amanha Rússia x Espanha.
A seleção Turca chega nesta semifinal de forma surpreendente. Na fase de grupos classificou-se de forma heróica ao vencer jogos de virada, contra a anfitriã Suíça e a forte Republica Checa. Já nas quartas de final venceu a, então favorita, Croácia nos pênaltis, após conseguir um empate nos acréscimos da prorrogação. Porém, terá a poderosa Alemanha a sua frente. Com um time que da retribui em dobro na raça a falta de técnica, e com uma camisa que tem um peso enorme quando chega a decisões, a seleção alemã tem amplo favoritismo contra a equipe turca, que para piorar tem somente tres jogadores no banco a disposição do técnico Fatih Terim. Todavia, a Turquia é forte, e como tem feito durante esta Eurocopa tenta novamente surpreender, o problema é que agora é surpreender um grande.
A Alemanha, desde 1951, disputou 17 jogos contra a seleção turca, e venceu 11. O que trás ainda mais força para está desprestigiada, porém grandiosa, equipe voltar a vencer. Pois, além do imenso favoritismo nos confrontos durante a história, estão a duas vitórias de levar mais um título para o país, o que não acontece desde 1996.
A formação de uma linha de quatro e outra de cinco jogadores, com apenas Senturik isolado no ataque, traria a impressão de que a Turquia iria jogar prevalecendo dos contra-ataques, e teria de segurar o poder alemão a qualquer custo. Mas não é assim que começa o jogo, a Turquia inicia o confronto abusada, partindo pra cima da Alemanha e se defendendo muito bem nos contra-ataques. E aos 7 minutos em falha grotesca de Lahm, quase Senturik abre o placar para os turcos. A surpreendente Turquia não estava se revelando somente ao adversário, mas a todos que estavam assistindo ao espetáculo.
O ritmo de jogo era ditado pela seleção turca, que estava sabendo usar muito bem seus alas, principalmente o que atua pelo lado esquerdo Ugur Boral. E as 12 Kazim Kazim, acerta um belo chute na trave, e a seleção alemã passava a se desesperar em campo, e não conseguia construir nenhuma jogada. Após o inicio afoito, a seleção galega consegue se acertar e ter um pouco mais de posse de bola, conseguiram marcar a saída de bola turca, e se acertaram em campo. Porém aos 21, quando a Alemanha parecia ter se achado em campo, Kazim arrisca um chute meio torto e acerta o travessão, e no rebote e ala Boral consegue colocar por baixo das pernas de Lehmam, a Turquia fazia 1 x 0 na Alemanha.
A Alemanha não deixou se abater pelo gol, pelo contrário, parece ter despertado. E logo aos 26 minutos, quando a comunidade de cerca de 2,5 milhões de turcos, que vivem na Alemanha, comemoravam, Podolski recebe a bola pela esquerda e cruza para o meio da área, quando Schweinsteiger aparece para colocar a bola na rede. Era o empate alemão e a tristeza do povo turco q teve cerca de míseros 5 minutos para comemorar.
E com o empate em 1 a 1 que o jogo se estendeu até o fim do primeiro tempo. Etapa esta, que teve um domínio muito maior dos turcos, mas como é característico do futebol alemão, apesar de estar sufocado pelo adversário, conseguem achar um espaço e criar grandes oportunidades de jogadas, o jogo passa a ficar mais equilibrado.
Os times voltam do intervalo mais cautelosos, e o jogo se mantém equilibrado, sem nenhuma jogada de muito efeito e nenhum grande perigo de gol. A não ser aos 9 quando um chute muito forte passa raspando a meta de Rustu. A Alemanha parece disposta a conseguir a vaga. Porém a Turquia logo começa a ditar o jogo novamente, a Alemanha atua melhor do que na primeira etapa, porém está sem criatividade para varar o grande bloqueio turco. E equilibradíssimo o jogo se mantém até os 37 do segundo tempo, quando em um cruzamento na área, o goleiro Rustu saiu mau e Klose, sempre oportunista, colocou a bola nas redes. A menos de 10 minutos do fim 2 a 1 Alemanha.
Mas o adversário alemão não era qualquer um, e sim, a surpreendente Turquia, que em menos de 2 minutos, em um cruzamento da direita e um sutil desvio de Senturk, empata o jogo para tristeza alemã. Quando tudo parecia se encaminhar para a prorrogação, Lahm, excelente ala alemão, faz uma tabela pela esquerda e bate com muita categoria no ângulo de Rustu. Um belo gol, talvez não merecido pelo que a poderosa Alemanha apresentou nessa semifinal, mas extremamente merecido pela força, garra e raça que a Alemanha sempre mostrou em seus momentos decisivos.
Fim de jogo na Basiléia, e festa alemã, 3 x 2 em um jogo muito emocionante. Esta noite Berlim dormirá tranqüila, pois, depois de 12 anos, um titulo está muito próximo, pois quaisquer que seja o adversário na final ( Rússia ou Espanha ), nenhum dos dois possui metade da tradição alemã. Mas o que conta, é bola rolando, então comemoração alemã agora é valida. Mas não pode abusar. Pois a final será somente no fim de semana, e com esse futebol, a Alemanha tem de tomar cuidado para não se afogar no chopp.

Guilherme Matta

As fotos desta matéria foram encontradas do google imagens ou de sites esportivos (www.gazetaesportiva.net; http://www.globoesporte.com/; e/ou http://www.lance.com/) .O vídeo foi encontrado e está disponível no Youtube.

terça-feira, 24 de junho de 2008

É hora de relembrar, São Paulo x Corinthians, decisão Campeonato Paulista de 1998

A coluna, Memória Esportiva, trata daquelas lembranças especiais que somente o esporte pode nos proporcionar. Vamos relembrar, nesta primeira recordação, a maravilhosa decisão do Campeonato Paulista de 1998.

Era domingo, 10 de maio de 1998, um dia das mães mais que fantástico, o jogo final do Paulistão 98, entre dois clubes gigantes, São Paulo e Corinthians. O Morumbi estava completamente lotado, as torcidas faziam um espetáculo à parte, gritando, torcendo, mandando vibrações positivas para suas equipes.

O Corinthians veio a campo no clima de “já ganhou”, pelo bom resultado obtido na primeira partida final, no mesmo Morumbi, uma semana antes, por 2 x 1, com gols de Marcelinho Carioca e do zagueiro Cris, para o timão, e de Fabiano, para o tricolor. Já o São Paulo, não ganhava um título de expressão desde 1993, e amargurava dois vice-campeonatos Paulista seguidos, um conquistado no quadrangular decisivo de 1996, onde o Palmeiras se sagrou campeão, e outro na traumática final de 1997, com o próprio Corinthias, no empate de 1 x 1, com o gol do título, do time de parque São Jorge, sendo marcado pelo ex-saopaulino André Luis.

Quando o placar eletrônico do estádio anunciava as escalações da equipes que entrariam no jogo, um nome fez a torcida são-paulina delirar, e trouxe maus pressentimentos aos corintianos. Com a camisa número 23, o craque e eterno ídolo Raí, estava de volta, reestreando no tricolor, depois de 5 anos. Vale ressaltar, que a entrada de Raí no time titular do São Paulo, foi um risco assumido pelo técnico Nelsinho Baptista, na tentativa de deixar o time mais ofensivo.

Logo no início da partida, o tricolor perdeu o zagueiro Márcio Santos, aos 9’, contundido, e em seu lugar entrou Bordon. Contusão, que deu força para a equipe do São Paulo partir para cima, com muita raça, arrepiando a torcida com o belo desempenho dentro de campo. Todo o esforço tricolor foi recompensado, aos 30’, o lateral direito Zé Carlos cruzou a bola na área, França desviou de cabeça para trás, e Raí, também de cabeça, colocou a bola no fundo do gol, sem chances para o goleiro Nei. 1 x 0 São Paulo.

No segundo tempo, o técnico corintiano, Wanderley Luxemburgo, mandou seu time para frente, tirou o lateral direito Rodrigo, e colocou o atacante Didi. A alteração surge efeito, aos 5’, o colombiano Rincón faz belo passe para Didi, que corta para a área e chuta no ângulo, tirando de Rogério Ceni, um gol maravilhoso no Morumbi, empatando a partida.

Em uma jogada rápida, Raí troca passes com França, e coloca o artilheiro na cara do gol, que com muita tranqüilidade marca o segundo tricolor, aos 10’. Resultado, que já daria o título ao São Paulo, por possuir a melhor campanha do primeiro turno, com 8 vitórias, um empate e uma derrota. Aos 33’, Raí foi ovacionado pela torcida tricolor, ao ser substituído por Aristzábal, aos gritos de "Raí, rei do Morumbi".

O golpe de misericórdia foi dado aos 37’. Denílson faz ótima jogada pela esquerda, dribla os zagueiros, até chegar na linha de fundo e tocar para trás para França, que domina a bola, vira e marca o terceiro gol do são-paulino, tornando-se o artilheiro da competição com 12 gols, sacramentando a partida, SÃO PAULO CAMPEÃO PAULISTA DE 1998.

Escalações da final:

São Paulo: Rogério Ceni, Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos (Bordon) e Serginho; Alexandre, Fabiano, Raí (Aristizábal) e Carlos Miguel (Gallo); França e Denílson Técnico: Nelsinho Batista.
Corinthians:Nei; Rodrigo (Didi), Cris, Gamarra e Silvinho; Romeu (Edílson), Vampeta, Rincón e Souza (Marcelinho Paulista); Marcelinho Carioca e Mirandinha Técnico: Wanderley Luxemburgo.

Jogos do Tricolor no Paulistão 98:

Santos 2 x 3 São Paulo - 07/03/98
São Paulo 5 x 0 Rio Branco - 10/3/98
Matonense 2 x 0 São Paulo - 15/03/98
São Paulo 0 x 0 Portuguesa - 17/03/98
São Jose 1 x 5 São Paulo - 21/3/98
São Paulo 2 x 1 Santos - 28/3/98
Rio Branco 1 x 4 São Paulo - 02/04/98
São Paulo 3 x 1 Matonense - 05/04/98
Portuguesa 1 x 3 São Paulo - 07/04/98
São Paulo 6 x 1 São José - 12/04/98
Palmeiras 1 x 2 São Paulo - 19/04/98
São Paulo 3 x 1 Palmeiras - 25/04/98
Corinthians 2 x 1 São Paulo - 03/05/98
São Paulo 3 x 1 Corinthians - 10/5/98

Marcos Garcia


Veja a matéria do Globo Esporte sobre a final do Paulistão 98:

Marcos Garcia

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